Rachel Sheherazade: sinônimo de polêmica

Fala meus fieis leitores, tudo bem?


 

Com tanto ódio disseminado nesta rede que nos une contra a Rachel Sheherazade, como jornalista, quero palpitar e ouvir ler o que vocês tem a dizer. Contextualizando rapidamente para quem esteve em Marte e não sabe o que tá rolando, a jornalista em questão é âncora do Jornal do SBT e fez sua fama por comentar as notícias sem papas na língua, por assim dizer. Recentemente, em seu comentário sobre o rapaz que foi espancando e amarrado nu num poste no Rio de Janeiro, ela disse a seguinte frase:

“A atitude dos vingadores é até compreensível. O estado é omisso; a polícia, desmoralizada; a justiça é falha. O que resta ao cidadão de bem, que ainda por cima foi desarmado? Se defender, é claro”, declarou a jornalista. “(…) O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”.

Obs: Antes de prosseguir,gostaria de deixar bem claro que aqui, não pretendo e nem vou questionar o ato em si, apenas a posição de Rachel enquanto jornalista de um jornal na TV aberta ao comentá-lo.

Primeiramente, devemos entender termos como liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Veja abaixo o que Venício Lima, doutor em comunicação e autor do livro “Liberdade de expressão x Liberdade de imprensa”, diz sobre o assunto:

“A liberdade de expressão é um direito individual, básico e fundamental, vinculado à pessoa, ao jeito da fala, da expressão do pensamento, etc. A liberdade de imprensa, muitas vezes, é confundida com a liberdade de imprimir, que surgiu num período que não havia nada parecido com o que chamamos de imprensa hoje. Nos documentos que falam sobre essa liberdade, há sempre uma distinção entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa.O que, originalmente, era tido como imprimir manifestações individuais de pensamentos foi se transformando em liberdade de imprensa em função do surgimento de jornais e a transformação destes em grandes conglomerados, como as corporações que temos hoje.

 E isso foi se afastando cada vez mais da liberdade de expressão original, individual, do direito à fala. No entanto, os grandes grupos de mídia continuam fazendo uma equação entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa que não se justifica. Só faria sentido na medida em que a liberdade de imprensa contemplasse o direito à comunicação que é direto de cada um, individualmente, de se expressar através de qualquer meio, inclusive destas instituições que se transformaram em empresas comerciais.”

Caso ainda não tenha ficado claro, coloco aqui um fragmento de um artigo do Observatório da Imprensa sobre o assunto:

“A liberdade de imprensa e a de expressão não são excludentes. A liberdade de expressão é básica para a organização de um espaço público deliberativo onde se tematizam, debatem e discutem as questões de interesse geral, políticas, abertas à manifestação e intervenção de cada membro da comunidade. É ela quem garante os direitos individuais contra os abusos de poder, que impede que a imprensa seja submetida à ditadura da maioria, que terminaria por asfixiá-la.

A liberdade de imprensa, por sua vez, contribuiria para a livre circulação e socialização de informações e ideias com a preocupação de fiscalizar e controlar o abuso do poder e qualquer arbitrariedade contra os cidadãos. Nesse sentido, a liberdade de expressão necessita da liberdade de imprensa, cuja principal preocupação é realizar na e pela sociedade um espaço público e garantir o seu bom funcionamento. Neste contexto, o reconhecimento da liberdade de comunicação dos veículos não pode ser confundido com a liberdade de expressão dos meios de comunicação.”

De qualquer forma, conforme expresso em nota do Sindicato dos Jornalistas de SP, as opiniões emitidas por um jornalista durante o exercício profissional em seu  espaço de trabalho, em qualquer mídia, caracteriza-se como uma questão de liberdade de imprensa e não de direito pessoal. Para dar uma luz a estes profissionais em meio a tanta discussão sobre liberdade de expressão x de imprensa, foi criado o Código de Ética Profissional que determina as posturas que consideramos adequadas para o exercício da profissão. E este é o X da questão, o motivo de repúdio, ódio, contra a dita cuja.

De uma forma bem simplista, uma coisa é você falar numa roda de amigos que acha compreensível o ato já que o Estado é omisso e não oferece segurança ao povo, outra coisa é você falar isso no ar enquanto jornalista e formadora de opinião, já que embora possa não ter sido a intenção dela, a interpretação de uma grande maioria (que concorda e discorda dela) foi a de que “dá p/ entender porque lincharam o bandido”. E por que isso é tão grave? Por que tanta polêmica? Aqui aproveito para citar a nota de repúdio do Sindicato de Jornalistas do Rio de Janeiro: “Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que ‘num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível'”.

Eis os pontos do Código de Ética referentes aos Direitos Humanos:

Art. 6º É dever do jornalista:

I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;

XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias
individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos,
negros e minorias;

XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física
ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Art. 7º O jornalista não pode:

V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;

Também atuando no sentido pedagógico que acreditamos que deva ser uma das principais intervenções do sindicato e da Comissão de Ética, realizaremos um debate sobre o tema em nosso auditório com o objetivo de refletir sobre o papel do jornalista como defensor dos direitos humanos e da democratização da comunicação.

Portanto, meus caros, enquanto jornalista, ela não pode sair falando o que bem entender, pois há um código de ética de sua profissão que deve ser respeitado antes de inflar suas narinas e proferir seus discursos revoltados, que deixada levar pela indignação, ainda termina com o chavão de “Aos que se apiedaram do marginalzinho, lanço aqui uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”.

Sheherazade, faça um favor ao Brasil, pelo menos PENSE antes de abrir a boca.

Ah, e só uma dúvida, por que o rapaz amarrado num poste é marginalzinho e o Justin Bieber, com 20 anos na cara, está só passando por uma fase de revolta da adolescência? Até onde eu sei, pichar muro, dirigir alcoolizado, com a carteira vencida e resistir à prisão também são crimes, não? Contradição, meus caros, contradição a gente vê nos discursos desta senhora.

Só p/ encerrar, minha opinião sobre o caso do menino é a seguinte: espancar a pauladas uma pessoa, deixá-la nua e amarrá-la num poste como se fosse um bicho é de uma crueldade tamanha, que por mais indignado que o povo esteja com a impunidade e falta de segurança nas ruas (e estão com toda a razão nisso), um crime não compensa o outro. Não vou proferir nenhum discuso pedante sobre o adolescente ser uma vítima social (até poque milhares de pessoas se encontram na mesma situação e é apena uma minoria que opta pela bandidagem), nem nada disso, só quis falar o que pensava rapidamente porque o blog é meu e eu tenho esse direito, oras hahahahahaha.  E agora passo a bola p/ vocês: o que acharam disso tudo? Da posição da Rachel Sheherazade, da ação dos “justiceiros”? Quero ouvir ler vocês!

Se você leu até aqui, obrigada e um beijinho na testa ;*


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The Newsroom e Os imperfeccionistas

Não sou a primeira e nem serei a última pessoa do planeta a questionar completamente escolhas que fazemos da vida, principalmente quando se refere ao futuro profissional. Fiz a escolha certa? Combina comigo? Tenho talento para tal? Vou ganhar dinheiro? e a principal para mim: vai me fazer feliz?

Dalai Lama uma vez disse (frase batida de internet, nem sei se foi creditada corretamente, mas enfim) que o que mais lhe surpreendia na humanidade eram os homens “porque perdem a saúde para juntar dinheiro. Depois perdem dinheiro para recuperar a saúde e por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… E morrem como se nunca tivessem vivido.”

Independência financeira e sucesso profissional parecem ser as prioridades do homem moderno (desculpem-me pelo pedantismo), mas isso tudo só me faz questionar ‘p/ quê’? Vou acabar apelando p/ clichê que a realização pessoal não tem preço e dinheiro é consequência, e talvez eu prefira acreditar mesmo nisso já que escolhi me formar em jornalismo.

Decisão esta que constantemente questiono e tenho uma relação de amor e ódio que não consigo explicar. Ser formador de opinião é uma grande responsabilidade e é tão bonito, né? Servir de intermediário entre o poder público e o povo, denunciar e a maior ambição de todos nós: fazer a diferença. Mas chega de idiossincrasias por aqui, hoje vou recomendar um livro e uma série que pelo menos p/ mim, mostram bem os sentimentos descritos acima ao falarem da rotina de jornalistas em diferentes setores de suas respectivas redações.

Sinopse: Acompanhe os bastidores de um canal de notícias a cabo ficcional na nova série de Aaron Sorkin (The West Wing). Jeff Daniels é Will, o âncora das notícias, personagem que precisa juntamente com sua equipe, colocar no ar todos os dias os acontecimentos do mundo. Além de conviver com os obstáculos corporativos e comerciais, a equipe também deve lidar com os dilemas da vida pessoal de cada um.

-> Após a exibição de 2 episódios, a série já foi renovada para 2ª temporada, demonstrando que agradou até aqueles que não são da área, porque de fato é boa. Por enquanto só assisti ao primeiro episódio e achei excelente, pois já de cara aborda a repercussão de um jornalista (que até então nunca tinha dado sua opinião publicamente sobre nada) que resolve falar o que realmente pensa quando entrevistado num programa; a prioridade que se dá às notícias; apuração; rivalidade na redação; fontes e tudo aquilo que engloba a profissão. Vale a pena assistir ;D

Os Imperfeccionistas – Tom Rachman

Sinopse do Skoob: Numa redação em Roma, reúnem-se um freelancer em fim de carreira repleto de problemas familiares, uma editora paranóica que odeia seu trabalho, um jornalista mais preocupado com seu cachorro do que com o jornal, uma temperamental editora-chefe que acabou de descobrir que o marido é infiel… Estes e muitos outros precisam conciliar suas vidas particulares com a agitada rotina do trabalho. Com a Guerra no Afeganistão e Iraque, o colapso no clima e o paradeiro de Bin Laden ainda desconhecido, a equipe tem muito com o que se ocupar. Mas para os funcionários desta redação, a melhor manchete são suas vidas privadas. Este grupo imperfeito faz de Os imperfeccionistas mostra como de forma divertida e crua os bastidores do mundo das notícias. E seus arautos — a consciência moral de uma era —, os novos jornalistas.

-> Problemas financeiros, competição, entrevistas, revisão, editorias relegadas e relacionamento com fontes são alguns dos temas abordados em histórias que não só falam da rotina profissional de cada um, como também abordam como isso os afetam em suas relações pessoais. Entre um capítulo e outro, ele ainda conta a história da fundação do jornal e sua transformação através dos anos.

É interessante pois ele foca nos personagens e em suas vidas pessoais, tendo o jornal apenas como a única ligação entre todos eles. Deveria ser leitura obrigatória de tão bom que é! LEIAM!

E vocês, me recomendam algo?

A história dos Beatles contada pelo Meia-Hora

Olá,

o primeiro post do ano reúne duas coisas que tem a ver comigo: jornalismo e Beatles. Há muito tempo, alguém (não lembro quem) me mostrou essas imagens que mostram como seria a história dos Beatles contada pelo Meia-hora, um jornal popula do Rio de Janeiro.

Lembrando disso hoje, pesquisei aqui na internet e achei no site http://beatlestothepeople.wordpress.com/ que é muito bacana. Tem até os tweets do quarteto caso essa rede social existisse no tempo deles. Confira aqui

Nem todo mundo é fã, então nem todo mundo conhece a trajetória do grupo, portanto, vou dar um breve histórico dos anos referentes às capas.

1962 – Quando George Martin viu os Beatles no Cavern Club, achou que a banda tinha potencial, mas não gostava do desempenho do então baterista, Pete Best. Logo, Pete saiu do grupo e Ringo Starr o substituiu.

Stuart Sutcliffe foi o primeiro baixista do grupo e também era o que mais fazia sucesso entre as mulheres. Numa pequena turnê em Hamburgo (Alemanha), Stu conhece a fotógrafa Astrid Kirchherr (responsável pelo famoso corte de cabelo “cuia” da banda e o design dos ternos) e sai da banda para viver com ela em Hamburgo e se dedicar à pintura.

Lennon se casa em segredo com Cynthia Powell, sua primeira mulher e mãe de seu primeiro filho, Julian Lennon.

1963 – Início da Beatleamania

Durante um show, onde a princesa Margareth e o lorde Snowdon estavam presentes, Lennon solta a seguinte frase – “Os que estiverem sentados nos lugares mais baratos podem aplaudir; os restantes balancem suas joias”.

1964 – No dia 1º de fevereiro, I wanna hold your hand chega ao primeiro lugar nos Estados Unidos, levando a Beatlemania p/ terra do Tio Sam. Os Beatles vão pela primeira vez para os EUA e se apresentam no Ed Sullivan Show, um famoso programa da época, batendo record de audiência.

Em junho de 1964, quando iam fazer turnê pela Escandinávia, Holanda e Austrália, Ringo é hospitalizado com faringite e é substituído pelo britânico Jimmy Nicol.

1965 – Numa festa, Bob Dylan introduz os Beatles às drogas.

O FabFour conhece um de seus ídolos, Elvis Presley.

Jane Asher era uma atriz que foi a namorada de Paul McCartney durante os anos de maior sucesso do grupo.

1966 – Os Beatles fazem uma apresentação história no Shea Stadium, onde a histeria das fãs era tanta, que mal se conseguia ouvi-los cantando.

Em novembro, Paul sofre um acidente de moto e daí surge o boato que ele teria morrido e sido substituído por um sósia, o Billy Shears. Então surgiram várias “mensagens subliminares” nas capas dos CDs, que você pode ler aqui.

Em entrevista, Lennon solta a seguinte frase polêmica – “O Cristianismo irá acabar. Irá diminuir e sumir. Eu não preciso de argumentos para provar isso. Eu estou certo e será confirmado que estou certo. Nós somos mais populares que Jesus hoje em dia; não sei quem será esquecido primeiro, o rock and roll ou o Cristianismo. Jesus era bom, mas seus discípulos são cabeças-dura e ordinários. Eles distorcendo tudo é que fazem com que isso não signifique nada para mim”.

1967 – Morre de overdose o empresário deles, Brian Epstein.

Em entrevista, Paul fala que usa LSD.

Os Beatles param de fazer shows.

Surge a ideia do filme Magical Mystery Tour.

1968 – Influenciados por George Harrison, os Beatles vão para Índia fazer um retiro espiritual com o Maharishi Mahesh Yogi.

Ringo anuncia que vai sair da banda.

Começa o romance de John com Yoko.

1969 – Em uma de suas últimas apresentações, os Beatles se apresentam no terraço da Apple.

Lennon e Yoko se casam e em sua lua-de-mel, fazem o “Bed-in”, onde os dois não saem da cama e recebem jornalistas em seu quarto de hotel como forma de protesto pacífico contra a guerra.

1970 – John anuncia que vai deixar os Beatles, mas é persuadido a ficar. Então Paul anuncia que vai sair e a banda chega ao fim, deixando Ringo, George e John com raiva dele. Paul lança seu primeiro disco solo, intitulado McCartney.

Lennon fala que as músicas de Paul parecem músicas de consultório de dentista e que a única coisa que ele fez de bom foi Yesterday.

George, que sempre teve suas canções deixadas de lado por Paul e John, lançou All things must pass, um álbum triplo com canções que havia acumulado ao longo dos anos. O álbum atingiu o primeiro posto das paradas de sucesso britânicas e norte-americana.

Ringo lança Sentimental Journey e Beaucoups of Blues, ambos no mesmo ano, mas não fazem muito sucesso. No ano seguinte, Ringo atua em “Blindman”.

Bom ano, cambada!

Bjs

Dia do Jornalista

Eu sempre tive a ambição de ganhar dinheiro, mas contraditoriamente eu acabei escolhendo o jornalismo. Acho que o fascínio e o glamour das comédias românticas (reparem que em 90% desses tipos de filme a protagonista normalmente é jornalista) me estimularam a procurar saber mais um pouco sobre a profissão e acabei me identificando, afinal falta de rotina e escrever são duas coisas bem atraentes num trabalho (pelo menos para mim).

Trabalha-se muito e se ganha pouco. Enfrentamos todos os tipos de perrengue para fazer uma matéria e vocês não sabem como é difícil fazer um texto bom e diferente daqueles que vão sair em todos os outros lugares num tempo tão curto. São desafios diários, mas é uma carreira viciante. Você sabe que provavelmente nunca vai ficar rico trabalhando numa redação, mas dificilmente você vai querer fazer outra coisa uma vez que experimenta essa “cachaça”, como dizem.

Hoje é o nosso dia! Para homenagear os profissionais dessa área, separei umas frases clássicas do jornalismo que eu achei no tumbrl do @Eloy_Vieira. São geniais ;D

“Ser assessor de imprensa vale a pena quando a grana não é pequena” (Fernando Pessoa)

“Tinha uma pauta no meio do caminho” (Carlos Drummond de Andrade)

“Os preguiçosos que me perdoem, mas checar informação é fundamental” (Vinícius de Moraes)

“Há mais coisas entre os donos de jornal e os políticos do que sonha a nossa vã filosofia” (William Shakespeare)

“Pauta que nasce torta nunca se endireita” (Compadre Washington)

“Eduquem os focas e não será preciso castigar os leitores” (Pitágoras)

“Deadline é fogo que arde sem se ver” (Luís de Camões)

“A folga é uma das principais representações de prazer do jornalista” (Sigmund Freud)

“Penso no salário, logo desisto” (René Descartes)

“Ai, que penúria” (Narcisa Tamborindeguy)

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria dos jornalistas apenas trabalha” (Oscar Wilde)

“Dê uma chance aos estagiários” (John Lennon)

“Ser jornalista e não ser louco é uma contradição genética” (Che Guevara)

“Fodeu” (Jornalista desconhecido)

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, eu não consigo terminar esta maldita matéria” (Clarice Lispector)

É isso,

Bjss

Dia do Jornalista II

Olá,

nem estava pensando em postar hoje, porém como hoje é o dia do jornalista, eu me senti na obrigação de fazer um post dedicado a todos que executam e pretendem executar essa profissão futuramente. Ser jornalista não é fácil! Trabalha-se muito, ganha-se uma merreca, há a tal de política editorial (que são os interesses da empresa e isso faz com quem a gnt tenha que engolir muito sapo), nos sentimos desvalorizados com a não obrigatoriedade do diploma(mas não falarei disso novamente) e as vezes temos que comer o pão que o diabo amassou só para conseguir uma matéria que nem sempre entra no jornal, mas essa é a profissão que escolhemos e embora tenhamos que passar por tudo isso (qual profissão não tem suas dificuldades?), vale a pena!

Acho importante falar sobre alguns dos grandes nomes do jornalismo, então p/ quem nunca ouviu falar deles, vai ouvir agora (escolhi-os aleatoriamente):

Assis Chateaubriand, o Chatô – foi o dono do maior conglomerado da imprensa que o Brasil já conheceu. Chegou a ser chamado de “Cidadão Kane brasileiro.
Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e uma editora. Criou a TV Tupi na década de 50. Com o suicídio de Getúlio Vargas, assume a cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras. Trabalhou até o final da vida, mesmo depois de uma trombose ocorrida em 1960, que o deixou paralisado e capaz de comunicar-se apenas por balbucios e por uma máquina de escrever adaptada.

* Samuel Wainer – foi fundador, editor-chefe e diretor do jornal “Última Hora”.
Ele era repórter dos Diários Associados (de Chatô) quando entrevistou Getúlio Vargas, e ficou amigo dele. Quando eleito, Vargas garantiu que o Banco do Brasil fornecesse um crédito a ele para a constituição do jornal em condições privilegiadas, então desde sua origem, colocou-se abertamente como órgão pró-Vargas e oficioso.Foi um jornal que introduziu uma série de técnicas bem sucedidas que o tornavam mais atrativo às clsses populares: a seção de cartas dos leitores, o uso de uma editoria específica para tratar de problemas locais dos bairros do Rio de Janeiro. Era, ao mesmo tempo, um jornal conhecido pelo seu corpo de articulistas: Nelson Rodrigues e seus folhetins, a coluna de análise política de Paulo Francis e até mesmo uma coluna do futuro animador de televisão Chacrinha.

Foi o único jornalista brasileiro a cobrir o Julgamento de Nuremberg (processos contra os 24 principais criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial, dirigentes do nazismo, ante o Tribunal Militar Internacional).

Até o Golpe Militar de 1964, Samuel Wainer havia conseguido estruturar um verdadeiro império jornalístico, com várias edições regionais do seu jornal. Após 1964, teve seu património dilapidado pelas perseguições da ditadura e acabou por vender a edição nacional do Última Hora, em 1972. Em 1975, passou a residir em São Paulo, onde morreria, empobrecido, como jornalista assalariado da Folha de S.Paulo.

* John Richard Hersey – durante a 2ª Guerra, cobriu ambas as guerras da Europa (Sicilia) e Ásia (Batalha de Guadalcanal). Seu trabalho mais notável foi “Hiroshima”, onde fala sobre os efeitos da bomba atômica e conta a história de seis vítimas do bombardeio. Também escreveu “The Wall” onde dá um gráfico informativo do nascimento, desenvolvimento e destruição do Gueto de Varsóvia, o maior gueto judeu estabelecido pela Alemanha Nazista durante o Holocausto.

* Euclides da Cunha – cobriu a guerra de Canudos na Bahia escreveu “Os Sertões”, que o deixou internacionalmente famoso e lhe rendeu a cadeira 7 na Academia Brasileira de Letras e outra no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em sua obra, ele rompe por completo com suas ideias anteriores e pré-concebidas, segundo as quais o movimento de Canudos seria uma tentativa de restauração da Monarquia, comandada à distância pelos monarquistas. Percebe que se trata de uma sociedade completamente diferente da litorânea. De certa forma, ele descobre o verdadeiro interior do Brasil, que mostrou ser muito diferente da representação usual que dele se tinha.

P/ finalizar, os 3 tipos de jornalista, segundo a Desciclopédia:

* Os puxa-sacos de êxito – São aqueles que bajulam os patrões e conseguem bons empregos, sendo considerandos grande sucesso em sua área, independentemente de seu trabalho ser uma coisa medíocre.

* Os puxa-e-arranca-saco – Gente considerada detestável e que em geral acaba em jornais menores bolando manchetes idiotas voltadas a causar impacto publicitário, como por exemplo “CÉSAR MAIA, O MELHOR PREFEITO DO MUNDO!”. Em geral, esta gente ainda consegue manter os empregos, salvo quendo há uma mudança de direção e de diretrizes no Jornal, o que anda mais e mais comum no dia a dia.

* Os não puxa-sacos – Em geral, são aqueles que geralmente largam a faculdade para cursar história e tornarem-se anarquistas radicais. 60% dos estudantes de jornalismo não entenderam o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, mas 100% deles dizem que entenderam. Outra curiosidade é que são os profisionais (?) que mais cometem erros geográficos: “Direto de Madri, capital da Itália, fala o nosso correspondente…”

É isso…

Bjsss

Manchetes Absurdas

Olá,

finalmente eu tirei um tempinho e fui ver mais um “girly movie” (filme mulherzinha, mas eu odeio esse termo pq me passa impressão de filme p/ vadia hahaha), mas enfim, fui ver Valentine’s Day (Indas e Vindas do amor *tradução podre*).

Sinopse: Los Angeles, Dia dos Namorados. Reed Bennett (Ashton Kutcher) trabalha em uma floricultura e tem muito trabalho pela frente, já que este é um dos dias mais agitados na loja. Entretanto, antes de sair, ele pede sua namorada Morley Clarkson (Jessica Alba) em casamento. Ela aceita, o que deixa Reed eufórico. Ele logo deseja contar a novidade para Julia Fitzpatrick (Jennifer Garner), sua melhor amiga, que está apaixonada pelo médico Harrison Copeland (Patrick Dempsey). Julia trabalha como professora de uma escola, onde estuda Edison (Bryce Robinson). Ele também foi atingido pelo cupido e compra, na loja de Reed, um buquê de flores e um cartão musical a ser entregue para sua namorada. Edison mora com os avós, Estelle (Shirley MacLaine) e Edgar (Hector Elizondo), e tem Grace (Emma Roberts) como babá. Grace tem planos para perder a virgindade neste dia com seu namorado Alex (Carter Jenkins). O casal Willy (Taylor Lautner) e Felicia (Taylor Swift), amigos de Grace e Alex, estão apaixonados e demonstram isto para todos à sua volta. Liz (Anne Hathaway) é uma jovem secretária que está envolvida com Jason (Topher Grace), que apesar de gostar dela ainda tem receios sobre o que sente devido ao pouco tempo de namoro. Ambos trabalham para Paula Thomas (Queen Latifah), poderosa empresária que cuida da carreira de Sean Jackson (Eric Dane), um quaterback veterano. Kara Monahan (Jessica Biel) é a assessora de imprensa de Sean e detesta o Dia dos Namorados, já que sempre está sozinha nesta data. Em um avião estão Holden Bristow (Bradley Cooper) e Kate Hazeltine (Julia Roberts), que se conheceram em pleno voo e enfrentaram uma viagem de 14 horas para que estejam em Los Angeles exatamente neste dia. Em meio a todas estas histórias perambula Kelvin Moore (Jamie Foxx), um ambicioso repórter esportivo que foi designado por sua emissora de TV a cobrir o Dia dos Namorados..

-> Eu particularmente amo comédias românticas (como vcs já notaram), pois são filmes leves e fofinhos e gosto ainda mais quando são várias histórias em uma como em “He’s not that into you” e “Love Actually”. O filme é mt bom, tem umas cenas engraçadas e teve uma história cujo final me surpreendeu. O filme conta com atuações inexpressivas de Taylor Swift e Taylor Lautner, mas que servem para dar umas risadas. Julia Roberts tem um papel bem secundário, mas p/ mim, foi a história mais legal. O filme tem um, desculpe a expressão, puta elenco. P/s mulheres se deleitarem, tem Eric Dane (Dr Mark Sloan de Grey’s Anatomy), Bradley Cooper (de Se beber, não case), Ashton Kutcher, Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy) e Taylor Lautner(Jaboc da saga de Crepúsculo) e p/s homens tem a Jessica Alba, Julia Roberts, Jennifer Garner e Anne Hathaway. P/ quem curte um filme light, eu recomendo 😉

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Pelo título do post, vcs já sabem o que esperar. Eu, como (futura) jornalista achei essas manchetes além de absurdas, interessantes. Ei-klas com comentários infames xD:

Italiano processa ex-mulher por ficar impotente

Sergio Vinucci, de Parma, afirma que a ex-companheira o estressou tanto que afetou seu desempenho sexual. “Tudo que ela fazia era reclamar. Era extremamente estressante e me deixou incapaz de ser um homem. Eu quero alguma compensação”, afirmou o italiano.

-> Novo eufemismo p/ minha mulher é um cão chupando manga e não me sinto mais atraído por ela.
-> Ela que o devia processar por não prestação de serviços

Homem devolve bilhete de loteria premiado

Um soldado americano e sua namorada acharam um bilhete de loteria premiado no chão de uma loja de conveniência e o entregaram à polícia, que poderia localizar o sortudo com mais facilidade. No caso, uma sortuda. Mary Ann Doerrbecker, que ganhou US$ 2,5 mil na loteria, não sabia que o bilhete havia sumido.

->Como o bilhete foi parar lá? Aliás, como a mulher não se tocou que o bilhete tinha sumido?

Preso processa Deus por quebra de contrato

O prisioneiro acusa Deus de traição, abuso e tráfico de influência. A reclamação foi enviada para a Corte de Timisoara e encaminhada para o escritório do procurador. Entretanto, os procuradores já disseram que provavelmente o processo será arquivado e eles não tem como chamar Deus para depor.

->Imagina no dia do Juízo Final, Deus pode processá-lo por quebra dos mandamentos, calúnica e difamação.

Morto é condenado à prisão na Bélgica

->Será que ele foi condenado por não comparecer ao tribunal também?

Lei que proíbe embebedar peixes é eleita a mais bizarra do mundo

-> Ahhhhhhhhh não! Acabou minha diversão!
->E eu que pensei que o peixe morria pela boca, mas ele também morre de cirrose!

A lei que estabelece que é proibido morrer dentro do Parlamento foi eleita a mais absurda da Grã-Bretanha, seguida por uma outra que diz ser traição colar um selo da rainha ou do rei de cabeça para baixo.
Logo depois está a legislação que estabelece que as mulheres de Liverpool, no norte do país, só podem fazer topless em público se trabalharem em uma peixaria.

->Ainda bem que é só o topless que elas podem fazer, vai que elas se sentem livres p/ mostrar o bacalhau…

No ranking das leis internacionais mais bizarras, a lei de Ohio foi seguida por uma legislação da Indonésia que pune com decapitação as pessoas que se masturbarem.

->Acho que o problema dessa lei é decapitarem a cabeça errada…

Outras leis americanas estiveram entre as mais cotadas, como a que proíbe dirigir com os olhos vendados no estado no Alabama, e a punição com prisão para as mulheres solteiras que saltarem de pára-quedas na Flórida aos domingos.

->Acabou-se minha brincadeira preferida!

Outro destaque entre as mais votadas foi a lei que proíbe dar o nome de Napoleão a porcos na França.

->Droga! Vou ter que pensar em outro nome p/ meu porco francês, será que Luiz XIV pode?

Taxista que estuprava passageiras não tinha permissão para trabalhar

->Mas p/ estuprar ele tinha né? UFA!

Os comentários foram infames como smp, mas é q eu ñ resisto xD hahahaha

Bom fds!

Bjsss